Added: Jul 25, 2008
From: cabocloribeirinho
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Dep. Vicentinho, do PT, diz que mãe de mulato é a mula. Para o programa de governo do PT os pardos devem ser classificados como negros, negando a identidade mestiça de mulatos, caboclos e outros mestiços. O PL do Estatuto da Igualdade Racial visa impor aos pardos/mestiços a identidade negra através desta inverdade: "Art. 1º, § 1º, IV -- população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor/raça usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -- IBGE, ou adotam autodefinição análoga". Abaixo, íntegra do pronunciamento do Dep. Vicentinho na Câmara dos Deputados: O SR. DEPUTADO VICENTINHO -- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, companheiros de jornada e de sonhos, irmãos e irmãs, o Carlinhos lembrou uma coisa: quando assumi meu mandato, no dia da posse, no Hotel Blue Tree -- estávamos eu, o Deputado Chico Alencar e outros Parlamentares --, eu estava de paletó e gravata, bonitinho, chegou um cidadão e me deu a chave do carro. Ele havia me confundido com um manobrista. Na mesma semana, eu ainda não sabia como comprar passagem e fui até a TAM, onde cheguei muito atrasado. A moça pediu o documento, e lhe entreguei a carteirinha de Deputado, que reluzia. Ela disse: "Mas que hora ele vai chegar?" Isso mostra claramente que o povo brasileiro ainda não está preparado para este importante debate. Não que o povo seja culpado. A nossa elite conservadora, carregada de ódio, foi muito esperta. Não me refiro a todos, mas a determinados segmentos que sempre nos usam. Se somos contra o movimento, sai na revista Veja e na Rede Globo no dia seguinte. Se somos favoráveis, já é radicalismo. Quero dizer a V.Exa., Sr. Presidente, que seu gesto foi muito bonito quando, reunido um dia desses com Frei Leandro e outros companheiros, V.Exa. decidiu fazer não uma sessão solene, mas uma Comissão Geral para um debate democrático e transparente. Isso foi ótimo, porque a sociedade está nos assistindo e certamente vai tirar suas conclusões. Quando fui eleito Presidente da CUT, e mesmo antes disso, quando era menino, jovem, diziam-me que eu não era negro, que eu era marrom bombom, mulato, pardo. Graças a Deus, o MNU conscientizoume e me fez conceber e com muito orgulho me localizar nesse contexto. Não sou mulato, porque não sou filho de mula; não sou pardal, porque não sou pardo. Assumo a minha negritude de corpo e de alma. Isso não quer dizer que vamos condenar aqueles que não se assumem. De jeito nenhum. Por isso é que a autodefinição é importante. Se a pessoa é negra e não quer se assumir como tal, tem esse direito. Imaginem as pessoas que são pardas e que se assumem como pardas ou mulatas. É um direito. O debate é democrático e por isso temos de ouvir as opiniões de todos os senhores. É natural, é democrático. Mas uma coisa é verdadeira: ao povo negro do País foi decretada pelo Estado brasileiro a cota zero. Ao povo negro e à minha igreja foi decretado que tinha de ser escravo porque nem alma tinha. Essa diferença se traduz na violência, no desemprego, na humilhação. Nós não vemos chefes negros, secretários negros, generais negros. É muito raro. Isso se traduz na decisão tomada pelo Estado. Nós não somos simplesmente do movimento. Nós somos o Estado brasileiro. E a Câmara, que representa um dos Três Poderes -- nem mais, nem menos importante --, tem a obrigação de ajudar a recompor um segmento que foi humilhado em sua dignidade humana. Sr. Presidente, a luta pelo Estatuto se coloca nesse contexto. Temos de ouvir as opiniões, é democrático. Temos de ter cuidado para não nos dividirmos entre nós. Já somos tão poucos. Mesmo estando aqui brancos e pardos, brancos e mulatos, já percebemos que todos estamos no mesmo barco. Estamos na mesma miséria, todos estamos excluídos. Então, que tal nos unirmos e fazermos a defesa em favor do Estatuto da Igualdade Racial? E em defesa das cotas, pois nas universidades brasileiras devem ingressar não apenas pessoas negras, mas também pessoas brancas que vêm da escola pública. São projetos importantes que podem contribuir definitivamente para essa caminhada. Não devemos atuar com ódio, mas de maneira construtiva. Aqui estão presentes 2 movimentos muito marcantes, os quais quero homenagear, homenageando a todos. Texto copiado do Diário da Câmara dos Deputados, ano LXII, nº214, terça-feira, 27/nov/2007, Brasília (DF), pág. 62977-62978.
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Tags: caboclos cotas dos estatuto mestiço mestiços mulata mulatas mulato mulatos partido pt raciais racial racismo trabalhadores vicentinho
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joca401 Says:
Jul 28, 2008 - É uma vontade fela da puta de ser americano.
DoidimaisBrasil Says:
Jul 29, 2008 - "Não sou mulato, porque não sou filho de mula". Certamente os mulatos são filhos somente de negros?
xuxaje Says:
Aug 9, 2008 - TIRA esse homem nojento daí! O governo tem que se preocupar em dar emprego, cultura, educação para o povo! Querer ressuscitar conceitos de "raça" nesse país que é um caldeirão de misturas étnicas, é grotesco. FORA!
anticomuna Says:
Jul 27, 2008 - Não devemos ofender um indivíduo como esse, mas apenas esclarecer para os demais o racismo do PT e as mentiras do movimento negro. Isso é um retrocesso para o Brasil e mais uma fonte de sectarismo, assim como fanáticos islâmicos ou de qualquer religião, que não acrescenta nada de bom à nossa experiência. É apenas mais uma forma de controle.